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Eletrolar Show 2015 - A Ecoação esteve lá!

Nesta semana foi realizada a Eletrolar Show 2015, a maior feira da América Latina de negócios da indústria e do varejo de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, celulares, TI e UD. A feira é composta pela exposição de novos produtos e tendências por parte dos fabricantes e a realização de diversos workshops abordando  assuntos competentes. Por conta dos eletroeletrônicos e seus componentes serem objeto de logística reversa, foi realizado um evento para discutir o acordo setorial destes e de outros objetos incluídos na Lei 12.305/2010 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos!

No primeiro dia de feira foi realizado o 2º Workshop sobre resíduos eletrodomésticos e eletroeletrônicos no Brasil, tendo como título "Acordo Setorial assinado. E agora?". Estiveram presentes representantes da indústria de pneus, lâmpadas fluorescentes, reciclagem de eletroeletrônicos e eletrodomésticos (ABREE), representantes dos supermercados (ABRAS), referências do direito ambiental e a secretária de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Patrícia Iglecias. Mesmo se tratando de uma feira de eletroeletrônicos, pouco foi dito em relação ao acordo setorial deste setor, que continua sem ser assinado. A indústria de pneus, representada pela Reciclanip, foi a única a apresentar o que já foi feito em relação ao recolhimento de pneus inservíveis. O sistema de logística reversa destes produtos já está em funcionamento desde 2009, ano em que o CONAMA regulamentou o recolhimento de pneus inservíveis por parte dos fabricantes e importadores de pneus novos em associação com distribuidores e revendedores. 

O setor de lâmpadas fluorescentes, representado pela Abilux, ressaltou que o acordo setorial para a logística reversa de lâmpadas já foi assinado, porém alertou para o problema da distribuição e valoração das responsabilidades, que devem ser separadas de acordo com a participação das partes envolvidas, mas que acaba sempre onerando determinadas partes.

Ficou claro que os setores estão cientes de suas responsabilidades perante a Lei, porém as falas em sua maior parte eram pautadas em levantar os problemas e as dificuldades para com a implementação dos sistemas de logística reversa. Tomando como referência o tamanho do país, é fácil entender esse problema, porém, a escala de dificuldade não exime as responsabilidades.

Fechando a discussão, a Secretária de Meio Ambiente do estado de São Paulo, Patrícia Iglecias ressaltou a mudança na relação entre Estado e setor produtivo, apontando o interesse do diálogo, do chamamento para a criação de propostas de acordos setoriais e termos de compromisso (Estado de São Paulo) antes da elaboração de resoluções que regulamentam como o processo deve ser feito, sem a consulta dos envolvidos.

Por Thiago Loureiro Goldmann Cosenza, Biólogo e especialista em Gerenciamento de Resíduos Sólidos